Termina nesta sexta, dia 8, o segundo Goiás Leite. O evento já passou por oito cidades do Estado, e cerca de três mil produtores participam para tratar de assuntos como gestão da propriedade rural, qualidade do leite e melhoria de renda na atividade.

A atividade leiteira na fazenda do produtor Sinair Dias Sobrinho segue a rotina de sempre. Porém, os conceitos em relação ao negócio estão sendo aprimorados ao longo dos últimos dez anos. Houve muito investimento em animais de genética superior: o manejo está melhor; a produtividade subiu; e a qualidade, segundo ele, atende o consumidor mais exigente.

Hoje, a gestão mais profissional garante o controle de tudo e mais renda com o leite.

– Há dois tipos de produção de leite: aquele que tira leite de subsistência, que tira pouco, para a mulher e os filhos; e outro que tira para ganhar dinheiro. Este último tem que ser profissional, para ter renda em leite tem que profissionalizar – explica Dias.

A R$ 0,80 o litro, o leite sai da propriedade para a Cooperativa Mista de Produção de Leite Morrinhos (Complem), com uma margem de lucro de 30%. O resultado disso é parte do investimento em busca da qualidade, que tem remuneração diferenciada.

Hoje a velha lei da oferta e da procura não chega a influenciar tanto no preço do produto aqui na indústria. Goiás não recebe o impacto forte de entressafra. Hoje a qualidade do leite é um fator muito importante em Morrinhos.

– Hoje, 70% dos produtores têm uma contagem bacteriana abaixo de cem mil. Isso é fruto de um trabalho que a gente vem fazendo ao longo desses anos – explica o técnico da cooperativa Oronides José Fernandes.

O circuito de seminários sobre leite, realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), reuniu três mil produtores rurais em oito cidades. O evento trata da melhoria de renda, qualidade do leite e da gestão da propriedade. Em cada etapa, numa conversa direta com o produtor, os pesquisadores da Embrapa trazem aquilo que o setor mais precisa: a informação.

– Primeiro, a gente tem que se instruir pra isso, que é o que nós estamos fazendo aqui hoje, dando dicas de como ele pode alcançar estes índices. E a própria indústria tá exigindo isso porque as coisas vão se modernizando, o maquinário dela também moderniza e o consumidor no final que cada dia que passa ele é mais exigente. Então, nós temos que abastecer a quem consome o nosso produto – diz Antônio Candido Cerqueira, da Embrapa Gado de Leite.

Fonte: Canal Rural