PR: Secretaria estuda estratégias para melhorar a produção do leite

PR: Secretaria estuda estratégias para melhorar a produção do leite

A produção de leite no Paraná, embora seja a terceira maior do Brasil, oscila muito de acordo com o nível tecnológico do produtor. Estratégias para melhorar a qualidade do produto e padronizar a autossuficiência das propriedades leiteiras foram discutidas no Fórum dos Promotores do Desenvolvimento do Agronegócio Paraná coordenado pela Secretaria de Agricultura e do Abastecimento – Seab, através da Emater e Iapar, em parceria com o Sistema Faep/Senar-PR, Ocepar e o Sindileite-PR.
O novo planejamento estratégico para a Cadeia Produtiva do Leite no Paraná será o “guarda-chuva” sob o qual serão desenvolvidos projetos individuais, segundo o secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, e prevê atuação mais efetiva dos institutos de assistência técnica e extensão rural. “Essas ações são necessárias para aumentar a produção leiteira no Estado. O setor industrial também sai fortalecido deste processo”.
Segundo os dados levantados pelo médico veterinário Fábio Mezzadri, do Departamento de Economia Rural – Deral, o Paraná produziu em 2010 cerca de 3,59 bilhões de litros de leite, participando com 11,7% da produção brasileira. O Estado ocupa a terceira colocação na ranking nacional, antecedido por Minas Gerais, com 8,4 bilhões de litros de leite, e Rio Grande do Sul, com 3,63 bilhões de litros. Estima-se que existam hoje 114 mil produtores de leite no Paraná, com um rebanho em torno de 2,6 milhões de cabeças.
DIFERENÇA – O Estado se destaca não só por ter o melhor leite do Brasil, como também na produtividade superando a média nacional. A média paranaense chega a 10,9 litros de leite, contra a média nacional de 5 litros. “Temos uma grande diferença no Estado, conforme porte e nível tecnológico dos produtores, variando de 7,1 a 18,5 litros diários por vaca. Encontramos rebanhos nas regiões mais tonificadas que chegam a produzir até 30 litros/vaca/dia”, diz Ortigara.
A produtividade mais alta está nos Campos Gerais, principalmente em Arapoti, Castro e na Colônia Witmarsum, em Palmeira. “É uma questão cultural dessas áreas, que apostam cada vez mais no melhoramento genético dos seus rebanhos, nas práticas de manejo da atividade e que se mantém na bacia leiteira mais desenvolvida do Estado”, diz o secretário.
Ainda conforme a Pesquisa Pecuária Municipal feita pelo IBGE, dos 20 primeiros municípios produtores de leite no Brasil, quatro são paranaenses, sendo que o primeiro lugar nesse ranking ficou para Castro, com a produção média de 180 mil litros/mês de leite. Os outros três municípios do Estado no levantamento feito pelo IBGE são Marechal Cândido Rondon, com 98.237 mil litros, Carambeí, com 88.050 mil litros, e Toledo, com 80.682 mil litros.
A combinação de novas práticas tecnológicas que geram inovações, com a assistência técnica é determinante para a viabilidade técnica e econômica das explorações leiteiras, principalmente das pequenas e médias propriedades no Estado.
CAPACITAÇÃO – O planejamento estratégico proposto pela Secretaria prevê também a participação mais efetiva da assistência técnica e extensão rural para o setor produtivo. “Capacitar e dar mais acessos a informações para o produtor é importante. Tanto a Emater, como o Iapar, são fundamentais neste processo, pois conhecem melhor os padrões regionais, as características distintas de cada localidade, de cada propriedade produtora”, diz o médico veterinário Francisco Perez Júnior, responsável pela Coordenadoria de Planejamento do Leite (CPLeite) na Seab.
Perez Júnior destaca ainda que pela experiência adquirida junto a cadeia produtiva paranaense do leite ao longo dos anos, com as oficinas, cursos e fóruns realizados sobre o assunto, “não há necessidade de se buscar novas experiência fora do Brasil, ou do próprio Estado”. Segundo ele, algumas cooperativas e indústrias paranaense, já estão participando desta interação e acompanhamento técnico junto aos produtores.
“Estamos trabalhando para termos uma política pública para o setor leiteiro no Estado. Assim o produtor receberá também uma melhor gratificação pelo seu trabalho, auxiliando cada vez mais a agregar valor na sua propriedade, fixando e ampliando ainda mais a mão de obra no campo”.
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Fonte: Agencia de Notícias do Paraná, adaptado pela Equipe Milknet
30/07/2012