RJ: Fiscalização contra leite estragado vai chegar a Niterói e São Gonçalo

RJ: Fiscalização contra leite estragado vai chegar a Niterói e São Gonçalo

Até esta sexta-feira, dia 6, o Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e o Procon-RJ visitarão vários supermercados, com o objetivo de recolher todas as caixas de leite desnatado Elegê dos lotes CDVM 19:46 e DCSA 12:47, que, segundo consumidores, ao ingeri-lo há sensação de queimação na garganta. A ação ainda deve atingir Niterói e São Gonçalo em função do contingente populacional.
De acordo com a defensora pública responsável pela operação, Larissa Davidovich, a ação tem como principal finalidade alertar e defender o consumidor. “O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmou, através de um laudo científico pericial, que o produto está impróprio para consumo com aparência turva e odor alterado”, afirmou.
A operação foi desenvolvida porque o juiz responsável por autorizar ou não a retirada do produto das prateleiras afirmou que só iria deliberar quando a empresa Brasil Foods, responsável pelo processamento do leite, se manifestasse. “É um caso de saúde pública. Não podemos esperar mais. Pensando assim, usamos a prerrogativa que a lei concede aos órgãos que defendem o consumidor”, explicou a defensora.
Em resposta por telefone, a Brasil Foods reconheceu que em alguns produtos houve alteração de sabor e turvação, mas que o líquido não causa mal algum às pessoas. “Recolhemos o produto e enviamos amostras para que o Ministério da Agricultura e um laboratório particular fizesse análise e foi constatado alguma turvação na cor e alteração no sabor, mas transformar isso em problema de saúde pública é absurdo”, informou a empresa por meio da assessoria de imprensa.
O defensor público autor da ação, Fábio Schwartz, deu dicas de como proceder: guardar a embalagem com o que sobrar do produto para possíveis exames comprobatórios; solicitar a troca do produto ao fabricante; em casos de ingestão e queimaduras, procurar uma delegacia com o boletim médico para comprovar atendimento; procurar um Núcleo de Defesa do Consumidor para que o caso seja analisado.
Fonte: O São Gonçalo, adaptado pela Equipe Milknet
06/07/2012