Embrapa inaugura nova unidade de pesquisa em Mato Grosso

Embrapa inaugura nova unidade de pesquisa em Mato Grosso

Será inaugurado no dia 6 de julho de 2012, em Sinop (MT), o Centro de Pesquisa da Embrapa Agrossilvipastoril, uma das mais novas Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Este é o primeiro Centro de Pesquisa da empresa em Mato Grosso, um dos principais expoentes da produção agropecuária no País.
A sede da Embrapa Agrossilvipastoril foi construída em pouco mais de dois anos, com recursos do Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa, o PAC Embrapa. A estrutura física teve um custo de R$ 16 milhões. Outros R$ 14 milhões foram investidos na compra de equipamentos, máquinas e veículos, que darão suporte para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para sistemas integrados de produção agropecuária.
Em 8.500 m² de área construída, o Centro de Pesquisa conta com 24 laboratórios multiusuários, nas áreas de sanidade animal e vegetal, fitoquímica, biologia molecular, solo, água, biomassa, sementes e mudas. As salas de trabalho foram construídas de modo a alocar a equipe de pesquisa e suporte à pesquisa sempre em duplas e com a mesma estrutura de mobiliário.
Há ainda salas de reuniões, salas de estagiários e bolsistas e espaços para pesquisadores visitantes e parceiros institucionais. Além disso, a Unidade tem um auditório com capacidade para 120 pessoas, centro de treinamento, restaurante, espaço cultural e biblioteca. No setor de serviços, galpões, garagem, oficina, posto de combustível, central de tratamento de resíduos de laboratório e de campo, casa de força e casas de vegetação completam a estrutura.
Inspirada no barroco brasileiro, a arquitetura do centro de pesquisa levou em conta aspectos regionais, conforto térmico, integração das estruturas e aproveitamento dos recursos humanos, materiais e naturais. Parte da madeira utilizada na construção foi legalmente doada pelo Ibama e é originária de desmatamentos irregulares ocorridos na região. A ação visou dar um uso público ao ilícito ambiental. Como forma de compensação, 320 mudas de itaúba foram plantadas na área experimental da Embrapa Agrossilvipastoril. A localização geográfica de cada uma delas está registrada em placas afixadas nas principais peças de madeira utilizadas na obra.
Ao todo, o Centro de Pesquisa da Embrapa Agrossilvipastoril tem 612 hectares, sendo 580 de campo experimental, onde já foram instalados grandes experimentos de integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF). Em outros 12 hectares foi montado o Sítio Tecnológico, uma vitrine onde são expostas tecnologias da Embrapa disponíveis para o estado de Mato Grosso.
Com o foco na agricultura de baixa emissão de carbono e em indicadores de sustentabilidade, as pesquisas desenvolvidas nesta Unidade envolvem a dinâmica de carbono em solos tropicais, mudança do clima, recuperação de áreas degradadas, biocombustíveis, dinâmica de água em agroecossistemas, sanidade animal e vegetal, fruticultura, produção de sementes e mudas de espécies florestais e frutíferas, entre outras áreas.
A Embrapa Agrossilvipastoril também desempenha um importante papel para Mato Grosso na transferência de tecnologia e capacitação de agentes da assistência técnica e extensão rural, públicos e privados. Por meio de processos de capacitação continuada, busca-se dar suporte a uma assistência técnica de boa qualidade e proporcionar benefícios a todos os segmentos de agricultores presentes no estado, contemplando as cadeias produtivas relevantes como grãos, fruticultura, olericultura, leite, piscicultura, mandiocultura, apicultura, sistemas agroflorestais e iLPF.
A Embrapa Agrossilvipastoril contará com uma equipe de 35 pesquisadores, a maioria deles com o título de doutor, e ainda abrigará outros 35 pesquisadores oriundos de outras Unidades da empresa. Adicionalmente, cerca 70 empregados darão suporte à pesquisa nas áreas administrativa, transferência de tecnologia, comunicação, tecnologia da informação e de apoio de campo.
Atualmente, o Centro de Pesquisa já conta com 96 empregados, sendo 40 deles pesquisadores.
Fonte: Agrosoft, adaptado pela Equipe Milknet
05/07/2012