PB: Há quase 100 dias, FAC não paga e agricultores ameaçam suspender fornecimento

PB: Há quase 100 dias, FAC não paga e agricultores ameaçam suspender fornecimento

A Paraíba poderá ter um prejuízo de R$ 73 milhões ao ano em repasse direto do governo federal caso o programa do leite seja desativado.
Após recente operação deflagrada pela polícia federal na operacionalização do programa Leite da Paraíba, a Fundação de Ação Comunitária parou de efetuar o pagamento aos pequenos agricultores que fornecem o produto.
O motivo seria a interrupção no repasse de verbas do Governo Federal ao Estado e com isso um prejuízo incalculável a 4.500 pequenos produtores da Paraíba.
O Cariri é a região que possui a maior produção de leite de cabra do Brasil e a principal fonte geradora de renda é a comercialização do leite junto ao Governo do Estado.
Adriano Dário é um jovem produtor da cidade de Coxixola e disse que não entende como uma investigação que envolveu quatro proprietários de laticínios pode por tanto tempo prejudicar milhares de produtores e mais de 100 mil famílias assistidas pelo programa. Para ele, o Estado pode antecipar o pagamento com recursos próprios e esperar o ressarcimento do Governo Federal após o término das investigações.
O Programa do Leite da Paraíba foi concebido para funcionar como instrumento de suplementação alimentar a 120 mil famílias carentes em todo o estado.
Pesquisas apontam a existência do Programa como causa de redução da mortalidade infantil entre as famílias beneficiárias, ao passo em que serve ainda como única fonte de renda a milhares de agricultores do semiárido paraibano.
Em meio as atuais discussões da Rio + 20, Adriano Dário deu testemunhou como o programa do leite diminuiu até mesmo a degradação da flora no Cariri do Estado. “Lá em Coxixola mesmo, a maior parte dos atuais produtores de leite eram antigos carvoeiros, que para sobreviver precisavam desmatar a flora local. Hoje, eles sobrevivem sem degradar o meio ambiente e sem o programa do leite a situação voltará ao que era antes”.
Nós testamos insistentemente contactar o presidente da FAC, Ramalho Leite, para saber a previsão de regularização do pagamento, mas ele não atendeu a nossa ligação.
Fonte: PB Agora, adaptado pela Equipe Milknet