Aveia é solução de pastagem para gado leiteiro no Inverno

Aveia é solução de pastagem para gado leiteiro no Inverno

Com a predominância de baixas temperaturas e tempo seco registradas nos meses de junho, julho e agosto principalmente, é um período crítico para a pecuária, pois traz consigo a queda na produtividade das pastagens, causando redução da produção de carne e leite.
Para garantir uma boa produção de leite mesmo com o frio, produtores traçam estratégias plantando cultivares que além de substituírem o pasto seco trazem nutrientes diferenciados para o gado.
A cultura é uma das opções que melhores se adaptam em nossa região, onde a maioria dos produtores plantam o cereal para pastejo que é a forma mais prática de utilização da aveia na produção animal. O pastejo deve ser iniciado quando as plantas atingirem aproximadamente 30 cm de altura, o que ocorre, em condições normais, entre 45 e 60 dias após a semeadura.
“Aconselhamos sempre aos produtores de leite que façam o plantio de algumas forragens de inverno para suplementar a alimentação do rebanho principalmente a aveia que pode ser plantada solteira numa área de cultivo de lavoura de verão ou sobre semeada na pastagem natural.” Conta o Técnico Agrícola da Emater de Assis Chateaubriand, Vanderlei Mariussi.
A aveia pode ser utilizada em pastejo contínuo ou rotacionado. O pastejo rotacionado, em áreas divididas com cerca elétrica, permite a recuperação mais conveniente da aveia após breves períodos de permanência dos animais em cada piquete. O intervalo entre pastejos, dependendo das condições do clima e qualidade do pasto, varia de 20 a 35 dias. Os animais devem pastejar até uma altura de 7 a 10 cm do solo, para proteção do meristema apical e para que a área foliar remanescente permita um melhor e mais rápido rebrote.
Além do pastejo, a aveia pode ser compactada em feno. Para isso, a aveia deve ser cortada quando atingir a fase de emborrachamento, podendo ser obtidos três toneladas a seis toneladas de feno por ha. Devido a sua ótima qualidade, o mesmo deverá ser utilizado estrategicamente na propriedade, no final do inverno, quando ainda não se tem uma forrageira perene em boas condições de pastejo, e as anuais alcançaram seu final de ciclo.
Ainda segundo Vanderlei, além de assegurar a formação de uma boa cobertura de solo, evitando que o mesmo fique exposto às condições climáticas adversas, fornece uma grande produção de massa verde e, posteriormente massa seca, que permite a sucessão de soja, milho ou feijão em plantio direto. “Como é uma forragem de inverno vai produzir uma massa verde de boa qualidade e vai fazer com que o rebanho mantenha a produção do leite mesmo não tendo outra forma de alimentação.”

Fonte: Jornal Integração adaptado pela Equipe Milknet